Conto as horas, os dias, os meses e os minutos de tudo aquilo que sempre conheci.
Tenho medo de contar tudo tudo, acho. Perco-me nas coisas de que um dia te falei, ou não, talvez as tenha guardado na incerteza de acreditar que ficasses comigo ou não.
Desculpa se não amei menos, se isso de alguma forma te condena a mim. Eu sei que não é fácil, que amar-me é uma contradição mas preciso de ti e quero que me ames. Gosto que me ames. Só não te amo por isso.
Tenho medo que guardes a certeza e que só te possa dar o que de incertezas encontro. Sou assim, já sei que não sabes.
Merda.
Queria escrever-te uma carta, mostrar-te o que de amor guardo pra ti, não sei bem se é amor. É uma espécie de. As coisas desenvolvem-se. Já sabes.
Mas e as horas que vamos contar? Serão muitas? E o tempo, vai estar bom? Quantos Domingos vamos sentir? Quantas vezes vamos ver o Por-do-Sol? E comer azeitonas?
Fico contigo se comermos azeitonas ao pequeno almoço e foste tu que deste a ideia por isso gosto ainda mais disso, quero ainda mais. Se não comemos tremoços.
Quero acordar contigo e sentir que foi uma boa decisão. Sentir que o amor foi bem passado. Quero sentir que posso orgulhar-me dessa mesma decisão e sentir que serás sempre mais que isso e eu mais ainda... Que não falhamos nos pontos cruciais e que se no resto falhamos de Homens nos tratamos.
Quero que desta vez corra bem. Quero poder ficar contigo e orgulhar-me de ter conseguido. Não quero mais isto de andar sempre numa agitação. Preciso de amor e de alguém que me queira sempre. Preciso de uma fase em que não tenha medo, em que não tenha mentira. QUERO QUE TUDO CORRA BEM. PORRA. QUERO QUERO QUERO E MIL VEZES QUERO!
Só peço que me concedam isso, que acendam uma vela por mim à noite, que sorriam pra mim na certeza de que vai tudo correr bem. Que quinta-feira permaneça como um dia de Sol.
Quero a minha vida de volta como eu a planeei. Quero poder riscar as folhas como eu planeei.
Quero ser feliz desta vez, dormir.. e a seguir, morrer.
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