Deixem-me viver aquilo que imaginei, deixem-me sonhar com tudo o que pintei, deixem-me viver tudo aquilo que sonhei, tudo por que lutei, tudo o que perdi. Deixem-me ter as rosas que deixei naqueles lençóis sedentos, deixem-me encontrar o perfume que outrora usei e perdi, quero de volta as lágrimas que perdi, os sorrisos que não mais vi. Deixem-me ter-me a mim, de volta, mais tarde ou mais cedo. Quero encontrar tudo aquilo que perdi de mim, viver aquilo para que vim.
Deixem-nos ser, o que outrora fomos, com o que seremos. Outra vez.
Cet Amour
domingo, 26 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Hoje é o fim da loucura, da viagem sem regresso, de França e o sonho. Hoje abandono a mala num avião sem retorno, vou numa viagem em que existe apenas o bilhete de ida e perco completamente o bilhete de volta. Hoje lembro de tudo com mágoa e já não saudade, com a sensação de que tudo se perdeu porque nunca existiu. Hoje era o dia da minha doença, o limiar da minha loucura, a despedida da inexistência.
Sinto a falta dos dias de verão e inverno em que não tinha como ir; hoje não mais tenho como ficar. Sinto a falta dos dias em que sentia tudo; hoje só me sinto a fraquejar.
Era o dia dos dias, dia de todas as mentiras. E começou nesse dia, a maior de todas que já vivi: a ilusão de toda uma vida, que por ti, sinto que já perdi.
Da inocência ao amor, do amor a loucura, da loucura ao esquecimento. Sinto que o vivi sozinha e sozinha não o viverei mais.
Hoje só tenho como ir e não mais como ficar. Hoje acabo com os dias das mentiras.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Tentei escrever-te uma carta, mas cai-me sempre a ponta do lápis quando tento dizer que te amo. Talvez seja das vezes que apaguei o amor que te tinha com a borracha mais forte da gaveta.
Sabe que dói que aqui não estejas; que dói o amor ficar enterrado debaixo das teclas da máquina em que escrevo, quando o grafite me trai, e que martelo com toda a força para que já nem as cinzas fiquem.
Certo é ser meu esse olhar, que vê mas não sente.. Certo é ter o amor, guardado bem no fundo do peito.
E por mais que tente meu amor, conservar a pinceladas desse teu sofrer para escrever mais tarde a rota em que te encontro, foge sempre o pincel para bem longe para que não possa ter mais o prazer de tocar essa pele de que tão bem me lembro.
Quando era jovem costumava ir buscar o pão, do mais torrado que houvesse, para podermos ouvir o estalar e o rebentar das migalhas de farinha e trigo como se fosse o coração a explodir a paixão.. mas hoje eu sei que esse tão doce som, eram as pedras a cair sobre os meus pés, para que não mais pudesse escalar por ti.
E hoje amor
com amargura e viver
mas ainda acesa pelo teu calor
sei de ti por tanto querer
viver do teu sabor.
Sabe que dói que aqui não estejas; que dói o amor ficar enterrado debaixo das teclas da máquina em que escrevo, quando o grafite me trai, e que martelo com toda a força para que já nem as cinzas fiquem.
Certo é ser meu esse olhar, que vê mas não sente.. Certo é ter o amor, guardado bem no fundo do peito.
E por mais que tente meu amor, conservar a pinceladas desse teu sofrer para escrever mais tarde a rota em que te encontro, foge sempre o pincel para bem longe para que não possa ter mais o prazer de tocar essa pele de que tão bem me lembro.
Quando era jovem costumava ir buscar o pão, do mais torrado que houvesse, para podermos ouvir o estalar e o rebentar das migalhas de farinha e trigo como se fosse o coração a explodir a paixão.. mas hoje eu sei que esse tão doce som, eram as pedras a cair sobre os meus pés, para que não mais pudesse escalar por ti.
E hoje amor
com amargura e viver
mas ainda acesa pelo teu calor
sei de ti por tanto querer
viver do teu sabor.
domingo, 3 de agosto de 2014
Sinto que deixei o amor nas ruas da amargura no dia em que não mais vi o sol nascer; no dia em que deixei a lua, tão cheia de si, sem a luz que o seu amor lhe concede para que todas as noites possa guiar os amantes e o amor da forma que só ela entende.
Infortúnio, é o que sinto por não mais ver na exactidão dos teus olhos aquela cor do mais profundo azul que o mar nos trazia. Sinto-me a perder-te, nos, mais do que a amar-te.
Lavo as mãos exaustivamente. Tento encontrar-te na mais pura forma de me desgarrar do que mais sujo vejo em mim, ou naquilo que deixo chegar-te... mas o sabão é muito e as misturas nunca nos fizeram bem.
Cheira-me a limão.. os olhos choram-me e o coração grita por esse sabor agridoce que dos teus lábios me chegou bem como a promessa de todos os mil e um dias que iríamos passar juntos.. Sempre consideramos que isso fosse sempre contando com uma vida depois da morte em que ser-nos-ia concedido um paraíso por nos mantermos fiel ao amor que nos foi dado.
Deito-me então consciente de que o amor ficou retido apenas e tão somente na tinta do meu teto para que possa olhá-lo mas não tocá-lo sem cair.
E adormeço.
Infortúnio, é o que sinto por não mais ver na exactidão dos teus olhos aquela cor do mais profundo azul que o mar nos trazia. Sinto-me a perder-te, nos, mais do que a amar-te.
Lavo as mãos exaustivamente. Tento encontrar-te na mais pura forma de me desgarrar do que mais sujo vejo em mim, ou naquilo que deixo chegar-te... mas o sabão é muito e as misturas nunca nos fizeram bem.
Cheira-me a limão.. os olhos choram-me e o coração grita por esse sabor agridoce que dos teus lábios me chegou bem como a promessa de todos os mil e um dias que iríamos passar juntos.. Sempre consideramos que isso fosse sempre contando com uma vida depois da morte em que ser-nos-ia concedido um paraíso por nos mantermos fiel ao amor que nos foi dado.
Deito-me então consciente de que o amor ficou retido apenas e tão somente na tinta do meu teto para que possa olhá-lo mas não tocá-lo sem cair.
E adormeço.
sábado, 2 de agosto de 2014
Deixo que o amor me escolha quando tocas o corpo coberto desta tão leve e fina pele. Deixo que a flor que me dás grite o meu nome caindo na promessa de que será da mesma forma com o teu coração.. E apaixono-me mais a cada dia sem ver que nos teus olhos está escondido o desejo profundo, de que sejamos só nós, os filmes, as pipocas, a porra das contas pra pagar... e tudo mais que vem a dois.
Acabo por me apaixonar ainda mais quando o vejo.
Sinto o sabor desses lábios carnudos que me roubam a eloquência e a sensatez, vejo o verde que me açambarca o coração e o faz palpitar sobre os dedos que me agarram, chega-me o cheiro das hormonas a espernear e amo-te. Com tudo o que tenho.. Sei que te amo.
Não mais digas que há a possibilidade de cá não estares um dia, não repitas que podemos cair por qualquer motivo...Tudo o que eu quero é cair nos teus braços para não mais acordar do sonho de ser tua...
Vamos buscar um chá.. Café talvez, para que a madrugada chegue connosco no embalo.. Ou vamos deixar-nos dormir.
Amanhã acordo às 11.
Acabo por me apaixonar ainda mais quando o vejo.
Sinto o sabor desses lábios carnudos que me roubam a eloquência e a sensatez, vejo o verde que me açambarca o coração e o faz palpitar sobre os dedos que me agarram, chega-me o cheiro das hormonas a espernear e amo-te. Com tudo o que tenho.. Sei que te amo.
Não mais digas que há a possibilidade de cá não estares um dia, não repitas que podemos cair por qualquer motivo...Tudo o que eu quero é cair nos teus braços para não mais acordar do sonho de ser tua...
Vamos buscar um chá.. Café talvez, para que a madrugada chegue connosco no embalo.. Ou vamos deixar-nos dormir.
Amanhã acordo às 11.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Não é que o amor me caia aos pés não.. cai-me nos ombros.
Sinto o desleixo dos amantes quando nos olhos não encontro o amor de todos os dias, quando não encontro as mãos a largar o fogo e os corações a fazer do estômago a árvore de repouso para as borboletas dançantes. Tanto desejava ser um dessas que, tão leves e airosas bailam em mim.. em nós.
Deixem-me receber as cartas de quem não as lê, deixem-me ver os rostos de quem tapa os olhos à solidão, deixem-me dar o meu corpo a quem só vive de alma.. deixem-me.. não.. a alma não se dá, partilha-se, guarda-se.
Estou a tomar banho. Sinto as gotas a escorrer as tuas curvas e a tocar nas curvas que outrora pintei de azul.. ou serão minhas? nossas então quando um do outro nos tomamos por chás e banhos quentes de amor.
Quero ver em mim os poemas de um só dia e que da eternidade me chegam sempre que nos agarramos, quero sentir esse cheiro que sem saber descrever me deixa no desmaio profundo de um amor que não perdi, quero viver na imensidão dos cabelos que tocam, molhados, as curvas só tuas.
E perco-me, a cada vez que me deixo por ti.. e me torno na luz, da noite sem fim.
Sinto o desleixo dos amantes quando nos olhos não encontro o amor de todos os dias, quando não encontro as mãos a largar o fogo e os corações a fazer do estômago a árvore de repouso para as borboletas dançantes. Tanto desejava ser um dessas que, tão leves e airosas bailam em mim.. em nós.
Deixem-me receber as cartas de quem não as lê, deixem-me ver os rostos de quem tapa os olhos à solidão, deixem-me dar o meu corpo a quem só vive de alma.. deixem-me.. não.. a alma não se dá, partilha-se, guarda-se.
Estou a tomar banho. Sinto as gotas a escorrer as tuas curvas e a tocar nas curvas que outrora pintei de azul.. ou serão minhas? nossas então quando um do outro nos tomamos por chás e banhos quentes de amor.
Quero ver em mim os poemas de um só dia e que da eternidade me chegam sempre que nos agarramos, quero sentir esse cheiro que sem saber descrever me deixa no desmaio profundo de um amor que não perdi, quero viver na imensidão dos cabelos que tocam, molhados, as curvas só tuas.
E perco-me, a cada vez que me deixo por ti.. e me torno na luz, da noite sem fim.
terça-feira, 24 de junho de 2014
E se me perder meu amor, de tão vaga e imensa maré, traz-me o vinho das noites em que o amor e o prazer deram connosco as mãos.
Tenho saudades do sabor e da imensidão que transporta esse teu cheiro, meu pedaço de luz. E que tanto me perco, bem sabes meu subterfúgio.
Não consigo encontrar-me no silêncio do amor que me negas mas que bem sei, nos perdemos. Conheço bem esse amor meu de caminhos tantos vividos de alguém e que de nós leva os segredos de madrugadas em que pintava no teu corpo os mal-me-queres que apanhava nesses teus cabelos.
Do verde retiro tão somente tamanha paixão que de mim levou todos os sentidos e os apurou bem junto do meu peito que sem minha ordem te grita e te chama como se o teu nome fosse o incêndio que me corrói a alma e me seca as veias.
Digo que é romancear e talvez seja mas como não romancear se tão sôfrego amor me mata?
Não sei se o amor é breve ou se pede para respirar. Talvez não seja contínuo ou então somente de continuidade me adormece mas se meu coração esperar, no íntimo, o teu nome conde-lhe apenas o amor que o aquece.
Tenho saudades do sabor e da imensidão que transporta esse teu cheiro, meu pedaço de luz. E que tanto me perco, bem sabes meu subterfúgio.
Não consigo encontrar-me no silêncio do amor que me negas mas que bem sei, nos perdemos. Conheço bem esse amor meu de caminhos tantos vividos de alguém e que de nós leva os segredos de madrugadas em que pintava no teu corpo os mal-me-queres que apanhava nesses teus cabelos.
Do verde retiro tão somente tamanha paixão que de mim levou todos os sentidos e os apurou bem junto do meu peito que sem minha ordem te grita e te chama como se o teu nome fosse o incêndio que me corrói a alma e me seca as veias.
Digo que é romancear e talvez seja mas como não romancear se tão sôfrego amor me mata?
Não sei se o amor é breve ou se pede para respirar. Talvez não seja contínuo ou então somente de continuidade me adormece mas se meu coração esperar, no íntimo, o teu nome conde-lhe apenas o amor que o aquece.
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