Depois,
Ver o coração a chorar,
É só um remédio,
Para quando eu relembrar.
Vou ter medo,
de escrever sob o teu dedo,
o que a minha mão guardou,
no calor de um coração,
que um dia, te roubou.
Sei puder olhar os teus olhos
e virar para os comboios
Sem que me fujam os caracóis
e sem querer se tornem teus anzóis
Oh, como era bom viver
sobre os teus braços
e crescer
num amor de 10 vezes
Foi embora então
acho que percebi
esse meu jeito de paixão
que guardei um dia por ti
E viver contigo
volto a repetir
fez-me sentir sob o trigo
no calor de me iludir
Vesti-te o pijama tantos dias
Que conto as meiguíces
E perco-me nas filosofias
de quem jura só tolices
Deixo então aqui,
o calor de uma vida
por ti,
que não volta senti
mas que ainda me é, de todo, querida.
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