sábado, 12 de abril de 2014

Continuo a perder-me nas linhas que forcei escrever por ti. Não sei, perco-me em cada pedaço de arte que fiz por ti. Seja ele um desejo, um poema ou até acordar.
Procurei tudo, larguei sempre tudo mas dei por mim num manto de solidão, a vestir o pijama, esse que bem conheces cheio de folhas das árvores e pétalas amarelas. Costumavas gostar.
Ser artista não é uma vantagem, ainda faz eco na minha cabeça.
Se sentisses a dor que sinto no amor que te tenho e que procurei sempre colmatar, então entendias o sufoco na alma. Sentias o ardor que rebenta com os pulmões aí sim, de qualquer um que ama e que se perde na imensidão desses olhos teus.
Vi o amor nas cores e nas texturas dos beijos que demos e que retratamos como soubemos. Porra, tenho saudades de conseguir ver-me no rio como um reflexo de lágrimas.
Não encontro mais como não amar, "apenas de passagem".

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