Dá-me um cigarro. Deixa-me pousar sobre o teu ombro. O copo de whisky e um porto no salão a dançar.Vem comigo, fecha os olhos e pensa em mim. Como seria se lá já não estivesse?
Quero escrever de novo as madrugadas que vivemos em segredo, o amor que fizemos em perdão. Deixa-me viver mais uma primavera e sentir o calor desse corpo gelado que encontro nos sonhos que pinto.
Deixa-me viver só mais um dia num calor do qual não mais me quero desprender vivendo numa imensidão de nada e de tudo em que me guardaste sempre. Um calor tão gelado de amores e desamores.
Quero subir para o colo da Lua. Viver a Lua como eu quero, pô-la do jeito que entender. Sei que vais gostar. Sempre gostaste.
Vou estar sempre cá, sempre para te vestir o pijama que sei, odeias. Mas que te deixa quente e mais perto do sono em que te levo para dançarmos a última vez. Essa dança que não tem fim.
Estou cá, tens-me a mim.
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