Penso quantas cartas de amor escrevi. Quantas vezes pensei em dar-te mais e melhor e tudo perdi por isto.
Meu deus, Vera... Meu deus como perdeste tudo.
Não perdi. Emprestei. Ou foi-me emprestado.
Procuro as respostas num livro que de branco pintei antes de tudo começar e de onde as linhas que pintei com essa caneta que trazias foram apagadas pelas lágrimas. Essas que lavaram tudo aquilo que te dei. Tudo aquilo que pintei e pinto hoje de outra cor. Sinto a tua falta amigo, eras mesmo tu. Um companheiro.
Alguém que fique comigo quando der certo ou errado. Alguém que pegue no meu coração e escreva de novo isso. Ahh, por favor. Sim. Peço.
Escrevemos tanta coisa, fizemos tanta coisa. Tanto amor e manhãs geladas.
Sentimos o cheiro dos lençóis de novo, são os girassóis abertos de amor. São as madrugadas que perdemos e que refazemos com outros. É uma despedida.
Para sempre,
Saudades,
A tua amiga Vera
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