Estou a precisar.. Talvez de um chá bem quente, ou talvez do mais gelado para que possa cair sem destino e levantar os pés fazendo-os tocar no céu. Nem sei de que cor está o céu, não consigo tão pouco imaginar, há qualquer coisa que está a falhar.. a faltar em mim. E tentei ouvir para perceber se seria isso, mas não é. É mesmo dos olhos verdes. É mesmo naquele calor. Todos sabem que sempre tive dias assim e só quero compreender isso, porque se é da adolescência acho que ela se encarrega de mim desde que nasci. Esta melancolia que nasceu comigo não me deixa respirar por muito tempo, vem sempre um novo dia em que preciso do sofá e de um galão porque de chá não gosto, admito. E preciso de ouvir músicas do mais triste que há, só para chorar sem qualquer motivo e a seguir sentir-me bem. E depois, é engraçado que quando choro por um qualquer motivo me sinto injustiçada, naqueles dias eu não queria chorar, apenas porque o destino já mo tinha marcado e eu simplesmente teria de negar.
Achei tão irrevogável esta decisão, tão concisa, tão cheia de todas as certezas que acreditei ter.. E às vezes, por ter medo de um passado tão presente deixo-me sentir coisas que não são mais próprias daquilo que novamente consegui.. novamente não, simplesmente que consegui.
Não sei, preciso de deitar fora as meias. Os pés vão ter de gelar.
Preciso de mim no meu mais carnal sentido, mais vivo, mais gasto, mais sedento. Preciso de um aperto, um empurrão para a parede e perder-me. Perder-me tanto.
Sinto-me irreal, inútil e tão vulgar como um quadro para o qual nem sequer olhamos mas queremos ter para nos relembrar um qualquer momento, uma qualquer pessoa.
Quero-me, mais que nunca.
Nenhum comentário:
Postar um comentário