E se me perder meu amor, de tão vaga e imensa maré, traz-me o vinho das noites em que o amor e o prazer deram connosco as mãos.
Tenho saudades do sabor e da imensidão que transporta esse teu cheiro, meu pedaço de luz. E que tanto me perco, bem sabes meu subterfúgio.
Não consigo encontrar-me no silêncio do amor que me negas mas que bem sei, nos perdemos. Conheço bem esse amor meu de caminhos tantos vividos de alguém e que de nós leva os segredos de madrugadas em que pintava no teu corpo os mal-me-queres que apanhava nesses teus cabelos.
Do verde retiro tão somente tamanha paixão que de mim levou todos os sentidos e os apurou bem junto do meu peito que sem minha ordem te grita e te chama como se o teu nome fosse o incêndio que me corrói a alma e me seca as veias.
Digo que é romancear e talvez seja mas como não romancear se tão sôfrego amor me mata?
Não sei se o amor é breve ou se pede para respirar. Talvez não seja contínuo ou então somente de continuidade me adormece mas se meu coração esperar, no íntimo, o teu nome conde-lhe apenas o amor que o aquece.
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