No embrulho de um olhar,
de quem vê e de quem sente
deixo o bilhete assente
sobre a cabeça desse tal crente
que jura, nunca mente
sobre o facto, atente
de um jovem imprudente
que se limita a viver, para que tente.
Só era tão meu esse jovem, na eternidade do vazio, no vazio do infindável para que os amores se encontrassem e os desamores se dessem. Tão estranho é, que no amor de outrem se encontre a resposta de alguém que soube ser, está claro, distante. E procuro, na própria, saudade daquele amor que hoje inóspito, se mostra de secura e sedento de mel.
É só mais um olhar de um vagabundo
do mundo das vestes que correm o fundo.
É o dia em que arde a dor, da dor que mói só nos pequeninos retalhos. É um coração em bruto, com a vontade de moldagem, do doce, esse, de morango.
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